Série D 2017: um balanço da primeira fase da quarta divisão nacional

Foto: André Oliveira/AA Portuguesa

Neste domingo, 25, tivemos os últimos confrontos da primeira fase da Série D, que definiu os classificados para a fase seguinte. Antes de analisarmos alguns destaques do torneio, começamos por uma crítica ao regulamento atual da competição. O número de 68 clubes e a fórmula que faz com que apenas alguns segundos colocados passem de fase é péssimo e cria algumas injustiças, como a que aconteceu com a Desportiva, que mesmo vencendo a Portuguesa por 1 a 0 e alcançando a segunda posição de seu grupo, teve que se despedir do campeonato. Vale ressaltar, que diferente de outros torneios que não envolvem acesso e descenso e utilizam do chamado "índice técnico", a série D não vale apenas uma taça. O Campeonato Brasileiro da quarta divisão é a chance de manutenção do calendário. É questão de sobrevivência. É urgente a reforma no regulamento. 

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Esperanças no Acre

O Atlético Acreano, que ano passado perdeu o acesso para a série C diante do Moto Club, novamente fez excelente campanha encerrando a primeira fase com o melhor ataque da competição, com 16 gols. Quem também passo ude fase no grupo A1 foi o amazonense Princesa dos Solimões. O outro representante do Acre no Brasileirão, o Rio Branco, liderou o grupo A3, seguido do São Francisco-PA, que também conquistou a classificação. 

Os invencíveis

Mesmo que a primeira fase seja tiro curto, e com tantos grupos de níveis técnicos diferentes, apenas duas equipes conseguiram se manter invictos. a Portuguesa do Rio de Janeiro,que liderou o grupo A12 com 4 vitórias e dois empates, e o goiano Luziânia, que representa o Distrito Federal. Porém, a "Igrejinha" realizou campanha inversa, com duas vitórias e quatro empates, ficando de fora da próxima fase da competição por ter uma vitória a menos que a Aparecidense, que fez os mesmos dez pontos, mas venceu três jogos e empatou apenas uma partida. 

Os mais vazados

As equipes do Tocantins de Miracema (grupo A4) e do Real Desportivo-RO (grupo A1) sofreram 14 gols cada. O time rondoniense também teve o pior ataque (3 gols) e consequentemente o pior saldo (-11). Além de ter sofrido a maior goleada do torneio até então, um 5 a 0 diante do Atlético Acreano. 

Fracasso dos paulistas

Uma das grandes decepções desta série D foi o desempenho dos clubes paulistas. Mesmo com seis clubes na disputa, apenas o São Bernardo conseguiu avançar de fase, e o estado ainda teve de amargar duas equipes na lanterna de seus respectivos grupos, a Portuguesa, que fica sem divisão nacional para 2018, e o Audax, que fez um mísero ponto em seis partidas. 

Quase na moedinha

Com a vitória da Desportiva por 1 a 0 sobre a Portuguesa no grupo A13 e com a vitória por 1 a 0 da Campinense sobre o Atlético Pernambucano, a definição de qual das duas equipes passaria para a próxima fase poderia ser pleo número de cartões recebidos ou até mesmo por sorteio. Mas aos 46 do 2º tempo, Reinaldo Alagoano, que já havia deixado sua marca na partida, balançou a rede novamente e garantiu a classificação para a Campinense. 

Bate e volta

Dos quatro rebaixados da série C 2016, apenas o América de Natal, que fez a melhor campanha da primeira fase, segue sonhando com o retorno imediato. O Guaratinguetá desistiu da competição antes do início, o River-PI ficou em terceiro do grupo A5 e a Portuguesa foi a lanterna do grupo A13.

Atenção dividida

O Operário de Ponta Grossa passou de fase na liderança do grupo A15 com quatro vitórias e duas derrotas, honrando as expectativas da torcida em relação ao torneio nacional. Porém, o campeão paranaense de 2015 também está na luta pelo acesso na pirâmide estadual. Depois de ser rebaixado em 2016 no Paranaense, o Fantasma tinha tudo pra retornar à elite de braçadas, mas se complicou na segunda divisão estadual, e precisa fazer 9 pontos em 9 disputados, além de torcer por resultados negativos de outros dois adversários, o União de Francisco Beltrão e o Iraty.

O preço do desmanche

Após ser campeão gaúcho pela primeira vez na história, o Novo Hamburgo acabou perdendo a maior parte de seu elenco para as outras equipes e fez decepcionante campanha, ficando na lanterna do grupo A16 com apenas uma vitória, atrás de São Bernardo (classificado), e dos eliminados Inter de Lages e Foz do Iguaçu.

A surpresa

Provavelmente a maior surpresa desta primeira fase foi a classificação do Metropolitano de Blumenau. O clube foi o último colocado no Campeonato Catarinense com apenas quatro vitórias em 18 partidas e a expectativa para o torneio nacional era a pior possível. A equipe ainda começou mal, com apenas três pontos nos primeiros nove disputados. Mas se recuperou e fez sete pontos na segunda parte, conuistando a classificação ao vencer o PSTC fora d casa por 1 a 0, e ver o Ituano ser derrotado pelo São José-RS.

O fantasma do desemprego

O fim da primeira fase não é marcado apenas pela tristeza das eliminações. Mas também pelo desemprego que a grande maioria dos atletas destas equipes eliminadas irão enfrentar a partir de hoje. O presidente da FENAPAF (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol), Felipe Augusto Leite, publicou em seu perfil no Facebook um desabafo em que lamenta a situação de centenas de jogadores e que exalta a necessidade de um debate em busca de melhorias no futebol brasileiro.



Confrontos definidos

Abaixo, neste infográfico dos nossos parceiros da Revista Série Z, você confere os confrontos da próxima fase. 


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