Sem torcida, Al Ahly vence o Zamalek no Dérbi do Cairo


O Dérbi do Cairo, um dos maiores clássicos do mundo, e também um dos mais violentos dentro e fora de campo, teve mais um capítulo nesta terça-feira de Carnaval. O Zamalek, atual campeão egípcio, e que no último mês chegou a ameaçar o abandono da edição atual em protesto contra a federação, enfrentou o rival Al Ahly em Alexandria. Entretanto, por uma decisão da federação local, o jogo foi disputado de portões fechados. O clima nos estádio egípcios não é o mesmo desde a Tragédia de Port Said, ocorrida há 4 anos no dia 1º de fevereiro de 2012, em que morreram 73 pessoas em um jogo entre o Al Masry e o Al Ahly. Além disso, ontem fez um ano da morte de 30 torcedores do Zamalek, assassinados pela polícia egípcia antes de um jogo no Cairo. Para o clássico, muitos grupos de torcedores se encontraram em bares e restaurantes de Cairo para acompanhar a partida. 

Com a bola rolando, os telespectadores puderam ver um jogo muito corrido e disputado. O Zamalek iniciou dando as cartas, mas logo o Al Ahly, líder do campeonato, então com 4 pontos de diferença, logo assumiu o controle e passou a atacar com muito mais perigo. O Zamalek apostava nos contra-ataques em velocidade, mas parava na sempre bem postada defesa do Al Ahly. Na segunda etapa, o panorama permaneceu o mesmo, e naturalmente, o gol do maior campeão do continente acabaria saindo. Aos 11 minutos, o gabonense Malick Evouna avançou desde o campo de defesa e colocou os zagueiros do Zamalek para dançar antes de mandar para as redes e marcar seu sexto gol na competição.


Posterior ao gol, Evouna desperdiçou a chance de marcar seu segundo na partida, mas ainda assim foi o nome do resultado que consolida o Al Ahly ainda mais na liderança, alcançando os 38 pontos contra 31 do arquirrival, segundo colocado. Mas derrotado mesmo ficou o futebol egípcio, que mais uma vez teve de ver um estádio vazio para não precisar ver uma tragédia. 

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