Liverpool domina, mas Rooney decide para o United


No Anfield Road, o Liverpool recebeu o Manchester United para a disputa do clássico entre as maiores equipes da Inglaterra. Assim como no empate em 3 a 3 diante do Arsenal, o técnico Jugen Klopp preferiu apostar no brasileiro Firmino no comando do ataque, em detrimento ao belga Benteke. Já Van Gaal, que também veio de um empate em 3 a 3 contra o Newcastle, apenas inverteu Martial e Lingard de lado, colocando-os em suas melhores posições, na esquerda e direita, respectivamente.

O primeiro lance de perigo aconteceu apenas aos nove minutos. Lucas Leiva fez um lançamento impressionante para Lallana, que tentou finalizar na saída de De Gea. Na sobra, Roberto Firmino, quase abriu o placar da partida. Dois minutos depois foi a vez de Firmino aproveitar vacilo da defesa e lançar Milner pela direita, mas o avançado inglês desperdiçou mandando a bola pra fora.

O L'pool seguiu tendo maior volume de jogo, consequentemente, conseguindo criar as melhores oportunidades. Aos 29, após espetacular troca de passes entre Lucas, Henderson, Lallana e Firmino, a bola voltou para Henderson finalizar rente ao pé da trave direita do goleiro De Gea. Na primeira etapa, o time da casa teve 49% de posse de bola. Em compensação, foi extremamente mais incisivo que o adversário, realizando 7 finalizações contra apenas duas. Mas as redes ficaram intactas. 

O segundo tempo começou e a tônica da partida seguiu a mesma. Liverpool jogando bola, Manchester United assistindo. Com cinco minutos, foi a vez de Emre Can parar nas mãos de De Gea. A pressão continuou. Foram 5 finalizações em menos de 20 minutos jogados. Aos 21, novamente o goleiro espanhol surgiu como destaque. Emre Can fuzilou pelo lado direito, e no rebote, nova defesa, dessa vez em chute de Firmino.

Rooney, isolado como centroavante, foi recuado. Van Gaal deslocou Martial da esquerda para o meio, colocou Mata e Depay em campo para ver se o jogo mudava. O Manchester não melhorou à vista, mas surtiu efeito. Aos 32 minutos, levantamento na área, Fellaini cabeceou na trave, e no rebote, Wayne Rooney fuzilou pra dentro do gol, marcando pelo quarto jogo consecutivo, algo que não repetia desde 2012. O Liverpool ainda tentou buscar o empate, mas não conseguiu furar o bloqueio dos Diabos Vermelhos.

O placar, injusto se levado em conta o futebol praticado pelo Liverpool, é facilmente explicado pela falta de pontaria do ataque. Para os Reds, é necessário em média 10 finalizações para marcar um gol, índice apenas melhor do que o Aston Villa, lanterninha do campeonato. Pagou o preço. Foram 19 finalizações contra 7 do United.

Mesmo apagado durante maior parte do jogo, é difícil não destacar Wayne Rooney pelo poder de decisão. Teve apenas 75% de índice de passes acertados e realizou apenas duas finalizações. Mas quando teve a oportunidade de matar o jogo, não a perdeu. De Gea foi outro jogador importantíssimo, com ao menos quatro defesas dificílimas.

Com o resultado, o United recupera a quinta posição, chega aos 37 pontos e volta a se aproximar do Tottenham. O Liverpool fica em nono, com 31 pontos.

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