Escola Brasileira de Futebol: a boa ideia que não deu certo


Reprodução/Site EBF
Após o desastre dos 7 a 1, os anjos do apocalipse passaram a propagar inúmeras soluções para o futebol brasileiro. Uma ideia recorrente, é a de que falta especialização tática para nossos treinadores. Mas por incrível que pareça, a CBF, aquela mesmo, a Confederação Brasileira de Futebol, já tinha pensado nisso muito antes do Mineiraço. E criou uma alternativa para esse nicho. No dia 1º de fevereiro de 2005 (perceba, anos após o penta e meses antes do título da Copa das Confederações, quando a Seleção ainda estava na crista da onda), a entidade que rege o futebol brasileiro, então presidida por Ricardo Teixeira, criou a Escola Brasileira de Futebol.

Em conjunto com a FIFA, que disponibilizou cerca de R$ 400 mil para a viabilização, o projeto tinha por objetivo promover cursos, congressos e seminários de futebol, em especial destinado aos técnicos de futebol do país. De maneira inovadora, as aulas seriam ministradas à distância, via vídeo-conferência em mais de 300 salas espalhadas pelo Brasil. Os cursos teriam vagas ilimitadas graças a essa tecnologia, cedida pela Universidade Norte Paraná (UNOPAR), uma instituição de ensino que até hoje é referência em EAD (Ensino à distância). 

Na época, Carlos Alberto Parreira, que sempre foi conhecido por ser um estudioso do futebol, era o treinador da Seleção Brasileira, e como aliado eterno da CBF, mostrou entusiasmo com a iniciativa. "Há 38 anos eu fiz um estágio na Alemanha e sempre fiquei triste porque todos os países da Europa tinham suas escolas e o Brasil não. Hoje é um dia especial, um marco para nossos técnicos. O futebol brasileiro, que já é o melhor dentro de campo, será agora também o melhor fora dos gramados". Não era pra menos. A criação de algo similar sempre foi uma demanda de especialistas para que não ficássemos para trás taticamente. 

Ótimo na teoria, irrelevante na prática. Afinal, o que vemos há alguns anos é um futebol pobre, pragmático, de pouca dinâmica coletiva, com raras e momentâneas exceções. Aparentemente, a tal EBF ainda existe, mas já não possui site oficial nem tanta divulgação. Quero que você veja o vídeo abaixo, e em seguida responda a si próprio. O conceito do projeto não é exatamente o que queríamos e precisávamos? 

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