Com atuação terrível, Brasil arranca empate da Argentina


O minuto de silêncio seguido de aplausos no Monumental de Nuñez não afastou o teor sombrio e triste do clássico entre Brasil e Argentina. Muito longe dali, do outro lado do Atlântico, ataques eram realizados em Paris, deixando dezenas de civis mortos. Um dos ataques, inclusive, foi realizado dentro do Stade de France, durante o amistoso entre França e Alemanha, vencido pelos anfitriões por 2 a 0. Três pessoas morreram no estádio. Parece clichê, mas a verdade é que o futebol ficou em segundo plano nesta sexta-feira. Confesso não ter assistido o jogo com a mesma atenção. E o que eu consegui ver, não me agradou. Dunga, cinco anos depois do fim de seu primeiro ciclo, parece estar cada vez mais pragmático. Fomos totalmente dominados por um time remendado por Tata Martino durante os primeiros 30 minutos. Não foi criada uma única e miserável chance de gol. Ricardo Oliveira, tal qual Fred durante a Copa, ficou extremamente isolado. Não por conta própria, mas pela maneira com que a equipe jogava, com os setores distantes uns dos outros.

Naturalmente, os hermanos abriram o placar com Lavezzi aos 34 minutos, após passe de Higuaín pela direita. Mais uma vez a defesa brasileira se mostrou completamente perdida, sem o mínimo senso de posicionamento. Acredite, foi um primeiro tempo tão ruim quanto aquele realizado há pouco mais de um ano atrás, no Mineirão. A diferença esteve apenas no placar. Fica realmente difícil analisar a real causa para o Brasil atuar tão mal. Botar na conta do treinador é a opção mais óbvia e aparente. Mas outra coisa que salta os olhos é a falta de entrega dos jogadores. O problema tático existe, mas a falta de personalidade dos nossos jogadores não pode deixar de ser destacada.

O segundo tempo começou e não houve sequer sinal de melhora. Pelo contrário. Só não tomamos o segundo gol já no primeiro minuto por pura sorte. Mas é incrível o peso que a camisa amarela tem sobre a albiceleste. Aos 13 minutos, no primeiro lance em que a Seleção deu mais de dois toques na bola no campo de defesa argentino, o gol saiu. Neymar com a bola pela esquerda viu Daniel Alves livre na direita, quebrando a linha defensiva argentina. O lateral alçou a bola na área e Douglas Costa cabeceou a bola no travessão. No rebote, Lucas Lima, até então totalmente apagado, igualou o placar, aos 13 minutos.


Mesmo jogando muito mal, o Brasil passou a vencer o desafio mental do clássico. A Argentina sentiu o golpe e Dunga acertou nas alterações, com as entradas de Douglas Costa e Renato Augusto nos lugares de Ricardo Oliveira e Lucas Lima, respectivamente. Até Neymar, bastante apagado, quase fez o gol da virada em um chute de fora da área espalmado por Sergio Romero. O mais incrível, é que mesmo jogando mal passamos a ficar mais próximos da virada do que de tomar o segundo gol, embora nossa defesa tenha feito uma partida extremamente insegura. Mas próximo do fim de jogo, David Luiz, sempre ele, resolveu complicar a situação e foi expulso. Mesmo com um a menos e com a Argentina desesperada pela vitória, a Seleção Brasileira segurou o valioso empate. Com o resultado, o Brasil se manteve na 5ª colocação, com apenas 4 pontos em 9 disputados. Pior para a Argentina, que ainda não venceu nas Eliminatórias, está na oitava posição e pode cair para a penúltima posição até o fim da rodada. Pela atuação, dos males, o menor!

Crédito das imagens: FIFA.com

Nenhum comentário

Deixe seu comentário:

Tecnologia do Blogger.