Pelo fim da prorrogação


Existe algo tão inútil e prejudicial no futebol do que a prorrogação? Em geral, esses 30 minutos a mais de futebol são modorrentos, cansativos (ao atleta e ao torcedor) e possuem pouquíssima imprevisibilidade. Ou termina 1 a 0, ou vai para os pênaltis após o empate sem gols. Além disso, a prorrogação é exaustiva, prejudica o rendimento técnico e físico dos jogadores. 

Para validar minha tese de que a prorrogação apenas atrapalha, fiz uma pequena pesquisa. Analisei todas as partidas de Copa do Mundo que foram para a prorrogação. Eis o resultado:

De 1934, quando foi disputada a primeira prorrogação, a 2014 (excetuando as Copas de 98 e 2002, em que foi utilizado o golden goal), foram disputadas 52 prorrogações. Destas:

22 terminaram sem gols;
15 terminaram com vitória mínima;
15 terminaram com mais de 1 gol.

37 delas, ou seja, mais de 70% das prorrogações, terminam ou do jeito que começaram ou com o autor do primeiro e único gol como vencedor. Essa estatística aumenta se verificarmos que em apenas uma prorrogação houve virada (Itália x Alemanha, em 70). Em 95% das vezes, contabilizando aqui as disputas que foram para as penalidades, o autor do primeiro gol saiu vitorioso. Reverter o placar em uma prorrogação é quase impossível estatisticamente.

O "gol de ouro" ou a morte súbita, que foi uma medida instituída em 1993 pela FIFA, mas que não era algo obrigatório para todas as competições, era uma boa solução para a chatice que é uma prorrogação. Por isso, peço gentilmente. Acabem com a prorrogação indo direto para as penalidades em caso de empate, ou voltem com o gol de ouro.

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