Homossexuais no futebol


Após ter o casamento aprovado por lei nos Estados Unidos, os homossexuais foram um dos assuntos mais comentados pela mídia nesses dias. Nas redes sociais, a noticia repercutiu tanto, que muitas pessoas, mudaram seu "avatar" com as cores da Bandeira do Arco-Íris, que representa o movimento LGBT, num ato de apoio.

Dentro das quatros linhas do campo de futebol, não diferente do que acontece fora delas, alguns jogadores sofreram com suas escolhas. Histórias que, no geral, terminaram de uma maneira ruim. Entre as que não tiveram final feliz, está a de Justin Fashanu. O britânico, dono de uma carreira promissora, não aguentou a pressão apos ter se declarado gay publicamente, e posteriormente, ser acusado de ter abusado sexualmente de um garoto de 17 anos. Mesmo alegando que o sexo era consentido, Fashanu, então com 37 anos, suicidou-se, após tamanho constrangimento, em 1998.

Entre os casos mais recentes, está o do americano Robbie Rogers. Após declarar-se gay, em 2013, o ex-meia do Los Angeles Galaxy decidiu abandonar precocemente sua carreira, aos 25 anos. Rogers, ao desistir do futebol, fez a seguinte declaração ao USA Today: "Eu me senti como um covarde . Há jovens que lutam pelos seus direitos e estão mudando o mundo. Eu tenho 25 anos, uma plataforma para expor minhas ideias e a voz para ser um exemplo".

David Testo, do Montreal Impact, também assumiu-se gay. A declaração foi feita durante entrevista a uma radio do Canadá, em 2011. Testo, diferente de outros exemplos vistos aqui, não desistiu de sua carreira. Além disso, tornou-se membro do Conselho Consultivo, que incentiva e ajuda atletas a lidar com sua sexualidade.

Na Bélgica, um caso curioso. Após passar dificuldades jogando por clubes menores do país, Jonathan de Falco, para aumentar sua renda, passou a participar de filmes eróticos voltados ao público gay, e trabalhou como go-go boy. Em 2011, descoberto pela mídia, decidiu abandonar a carreira, aos 26 anos.

Não muito longe dali, na Alemanha, Marcos Urban esperou uma contusão, que o fizesse abandonar a carreira , para declarar-se gay. Sua vida poderá ganhar as telas do cinema através do cineasta Ronny Blaschke. O longa irá retratar a vida do jogador ,que não conseguiu conciliar sua carreira com o fato de ter se declarado homossexual.

Utilizando-se do mesmo método, o também alemão Thomas Hitzlsperger, sem jogar desde 2013, declarou-se gay em janeiro do ano passado. Em entrevista a um jornal do país, o meia disse que foi um processo longo e difícil, sobre a sua decisão.

Esses são alguns de centenas de casos que surgem ano a ano. O que pode ser notado, tanto no futebol quanto na vida publicam,é o preconceito. Nem mesmo os jogadores, que tendem a ser heróis da nação, idolatrados, deixam de sofrer com a intolerância.


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