Internacional vence Santa Fé por 2 a 0, e está na semifinal da Libertadores da América

   
No estádio El Campín, em Bogotá, na semana passada, o Internacional segurou o Santa Fé por 90 minutos. Até tomar um gol em bola parada, num escanteio, na falha de marcação de Juan. Mas bastaram dois minutos no Beira-Rio para que tudo ficasse igual novamente. E justamente Juan, costumeiramente criticado por lentidão, foi o responsável por acelerar os corações da torcida colorada. Corações esses, que precisariam estar fortes para os 88 minutos restantes. Tão fortes quanto as entradas de ambos os times. Uma delas acabou tirando Eduardo Sasha do combate, para entrada de Valdívia, o mais novo xodó do torcedor. Mas não eram jogadas violentas. Eram lances ríspidos, esperados num jogo de Libertadores. E com a arbitragem firme do peruano Victor Hugo Carrillo, os jogadores aos poucos iam sendo repreendidos. Ao final do primeiro tempo, eram 3 amarelados. 

Apesar do gol no início, o Inter resolveu se deixar acuar, e pouco produziu, permitindo até mesmo que o Santa Fé tentasse uma aproximação ao gol de Alisson. Mas a defesa, ponto mais vulnerável da equipe montada por Aguirre, se mostrou concentrada como nunca e impediu maiores perigos. O ataque, formado desta vez pela dupla Nilmar e Lisandro López, e municiados por Valdívia e D'Alessandro, não funcionou. Tirando o lance do gol, o Colorado finalizou apenas uma vez, com D'Alessandro. 

Com a mesma velocidade do gol no primeiro tempo, surgiu o primeiro susto. Com apenas um minuto, Valdívia precisou ser atendido após torcer o pé. Mas não passou de um susto, e aos 9 minutos, Valdívia só não marcou o segundo gol do Inter porque Castellanos fez grande defesa. A postura já se mostrava claramente diferente. O Colorado finalmente apresentava sua vocação ofensiva e sufocava o Santa Fé, que não conseguia escapar de seu próprio campo. Aos 13 minutos, por exemplo, foram quatro escanteios consecutivos. 

A pressão seguiu, e a solução da equipe colombiana foi abrir a caixa de ferramentas. Uma falta atrás da outra. Aos 21, o resultado óbvio. Mosquera foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. A pressão seguiu. Aos 32, D'Ale e Valdívia fazem uma linda troca de passes, e dentro da área, o capitão chuta para grande defesa de Castellanos. Aos 36, nova expulsão, desta vez de Anchico, que atropelou o garoto Valdívia.

Rapidamente, Aguirre, que havia sido expulso, orienta a entrada de Rafael Moura no lugar de Geferson. Alex, que havia netrado no lugar de Nilmar passa para a lateral esquerda. Pouco menos de 10 minutos para o fim de jogo. A aflição dos pênaltis, a classificação direta ou um banho de água fria? Ja na casa dos 40 minutos, Lisandro López ganha um escanteio da arbitragem. D'Alessandro faz a cobrança, e He Man, O SUPER HERÓI, puxa a espada de Greyskull e marca o gol da classificação colorada.

Lisandro López ainda conseguiu perder um gol que nem a minha, nem a vossa vó perderia. O juiz ainda deu quatro minutos de acréscimo para desespero de Aguirre, que ENGATINHAVA no túnel para o vesiário. No apito final, emoção dos 44 mil presentes (o maior público do Beira-Rio desde a reestreia) e de todo o elenco e comissão técnica, que levam o Inter para mais uma smeifinal de Libertadores, dando ainda mais razão ao nome INTERNACIONAL.

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