As maiores goleadas do Brasil e do Mundo

7 a 1 foi muito pouco. 7 a 1 ficou até barato. Cabia muito mais bola na rede. E pra garantir isso pra você, reunimos algumas das maiores goleadas do futebol brasileiro e mundial!

Para El Salvador, 10 a 1 tá bom demais




Em 2014, após a goleada sofrida pelo Brasil na semifinal da Copa do Mundo, o bordão "7 a 1 foi pouco" se espalhou rapidamente. Mas para a modesta seleção de El Salvador, levar 10 a 1 da Hungria não foi um momento tão ruim. Em 82, na segunda participação da seleção centro-americana, o mundo viu a maior goleada da história do maior espetáculo da terra. 

Com apenas 23 minutos de bola rolando, o placar já estava 3 a 0, já evidenciando uma possível goleada histórica. Mas na saída para o intervalo o placar se manteve. No segundo tempo, o goleiro Luis Guevara Mora desandou a tomar gol. Aos 19 minutos da segunda etapa, entretanto, está o ponto alto da história do futebol salvadorenho. Luís Ramirez Zapata, que havia entrado logo após a equipe tomar o terceiro gol, marcou o único gol do país em Copas do Mundo. Quem também se deu bem no jogo foi o húngaro Laszlo Kiss, primeiro jogador a marcar três gols num jogo de Copa, vindo do banco de reservas. Kiss, que além de jogar em várias equipes da Hungria, também atuou pelo Montpellier, precisou apenas de 21 minutos para conseguir o feito.


O canguru matador


Há algum tempo a Austrália sempre tentou fazer parte da AFC, a entidade que cuida do futebol asiático. Para os dirigentes australianos, era perda de tempo ficar goleando equipes fraquíssimas, impedindo o desenvolvimento do futebol local, e dificultando as chances de disputar uma Copa do Mundo, já que a Oceania não possui nenhuma vaga direta ao mundial.

E o argumento ganhou muita força durante as Eliminatórias de 2002. A Austrália já havia goleado Tonga por 22 a 0. E no dia 11 de abril de 2001, aplicou a maior goleada da história do futebol entre seleções. 31 a 0 na seleção de Samoa Americana. O atacante Archie Thompson também se tornou recordista, ao marcar 13 gols, garantindo o posto de jogador com mais gols numa mesma partida entre seleções. David Zdrilic marcou outras oito vezes. A goleada foi tão atordoante, que até quem tinha a responsabilidade de fazer a contagem dos gols ficou perdido.


É claro que é importante ressaltar que a Austrália estava com uma equipe considerada reserva, e Samoa teve vários problemas na convocação dos jogadores, e jogou com uma equipe com média de idade de apenas 18 anos. Três jogadores que entraram em campo tinham 15 anos. Nada que tire o recorde do time australiano. 


Antes deste jogo, a maior goleada entre seleções havia acontecido em 1966, na Copa Árabe. A Líbia venceu Omã por 21 a 0, e só não fez mais por que a equipe derrotada deixou o campo faltando 10 minutos para o fim da partida, revoltados com a marcação de um pênalti, o possível 22º gol líbio. Ahmed Ben Suwed e Ali Al-Baski foram os grandes destaques, marcando 9 e 7 gols, respectivamente.

Missão Taiti

Na Copa das Confederações de 2013, no Brasil, tivemos a grata surpresa de ver a participação do Taiti. A pequena seleção da península francesa recebeu apoio massivo dos brasileiros, e conseguiu ao menos marcar um gol, com Jonathan Tehau, na derrota de 6 a 1 para a Nigéria. Contra a então atual campeã mundial Espanha, o Taiti tomou 10 gols, entrando para a história com a maior goleada da história de torneios organizados pela FIFA. Isso que o goleirão Mikael Roche ainda viu o atacante Fernando Torres desperdiçar uma penalidade máxima.

Na Copa América, goleadas argentinas e um presságio do Maracanazo

A Copa América tem fama de possuir jogos duros e de muita disputa. Mas nem sempre foi assim. Em 42, foi registrada a maior goleada do torneio. A Argentina sapecou o Equador por 12 a 0. A segunda maior goleada da história da competição também é dos hermanos. Em 75, venceu os venezuelanos por 11 a 0. A maior goleada brasileira na Copa América, aconteceu em 49, e é também a maior goleada da história da Seleção: 10 a 1 em cima da Bolívia. Cláudio, ídolo corintiano, marcou duas vezes de falta. Nininho fez três, Simão e Zizinho balançaram as redes duas vezes cada, e Jair também fez o dele. Ugarte descontou para os bolivianos de pênalti.

Aliás, naquela edição da Copa América, disputada no país, o Brasil marcou 39 gols em 7 partidas. Goleou o Equador por 9 a 1, a Colômbia por 5 a 0, o Peru por 7 a 1 e o Uruguai (formado por uma equipe reserva, devido a uma greve de jogadores no país) por 5 a 1. Contra o Chile, vitória modesta por 2 a 1, e na última rodada, quando um empate bastava para levar o título, o Brasil perdeu para o Paraguai por 2 a 1 em São Januário, de virada. Curioso perceber as semelhanças com o que aconteceria no ano seguinte, na Copa do Mundo. No jogo desempate, 3 dias depois, apresentou a superioridade óbvia. 7 a 0, com três gols de Ademir, 2 de Tesourinha e outros 2 de Jair.


Em pé: Eli, Augusto, Mauro, Danilo, Barbosa, Noronha e o massagista Jonson;
Agachados: o massagista Mário Américo, Tesourinha, Zizinho, Ademir, Jair e Simão.

Gol de goleiro? Ai já é humilhação!


Se comparada a Copa América, a Eurocopa é uma competição até recente. Disputada pela primeira vez em 1960, sempre teve um formato de disputa reduzido, apenas com as equipes mais qualificadas do continente, impedindo assim, goleadas mais elásticas. Mas nas eliminatórias do torneio, os goleiros de seleções periféricas tem muito trabalho. Em 2006, a toda poderosa Alemanha goleou San Marino por 13 a 0, maior goleada das Eliminatórias da Euro. Quando o placar já apontava 12 gols para os alemães, um pênalti é assinalado. O goleiro Jens Lehmann atravessou todo o gramado disposto a deixar sua marca, mas foi impedido pelos pedidos dos jogadores de San Marino, que consideraram ser humilhação demais tomar um gol de goleiro. 


Antes desta goleada, o recorde era uma vitória espanhola de 12 a 1 sobre Malta, pelas eliminatórias para a Euro 84. Para os espanhóis, é um dos jogos mais importantes da história da Fúria! Para outros, um caso claríssimo de manipulação. No dia 17 de dezembro de 84, a Holanda venceu Malta por 5 a 0, ficando com 13 pontos, e um saldo positivo de 16 gols. A Espanha enfrentaria Malta 4 dias depois, e precisaria vencer por uma diferença absurda de 11 gols para conseguir a classificação. No primeiro tempo, os espanhóis fizeram apenas 3 gols, com Santillana, e ainda levaram um. Precisariam de outros nove gols. E não é que conseguiram? Santillana marcou mais um, Hipólito Rincón fez outros 4 gols, Maceda mais dois, Sarabíam outro, e Señor (que já havia perdido uim pênalti no primeiro tempo) garantiu o gol da classificação. Gordillo ainda marcou o 13º gol, anulado pela arbitragem. 

Com isso, a Espanha igualou o saldo holandês, mas classificou para a fase final da Euro por ter marcado 24 gols, contra 22. Metade dos gols espanhóis foram marcados naquela partida! No ano seguinte, a Espanha seria derrotada na final pela França comandada por Platini. Tire suas próprias conclusões no vídeo abaixo:


No tempo que a Venezuela era saco de pancadas

Na Libertadores, o Santos de Pelé possuiu o recorde de maior goleada por algum tempo. Em 62, ano do primeiro título santista da competição, o alvinegro praiano venceu o Cerro Porteño por 9 a 1. Em 63, o Peñarol igualou o feito vencendo o Everest do Equador. Durante muito tempo, o futebol venezuelano foi motivo de chacota. E o motivo eram as constantes goleadas sofridas tanto pela seleção, quanto pelos clubes do país. Em 70, o Peñarol bateu o recorde, hoje praticamente inatingível, ao vencer o Valência (atual Carabobo) por 11 a 2. Oito jogadores diferentes balançaram as redes, com destaque para Rocha, autor de 3 gols, e Spencer, 2 gols, maior artilheiro da história da Taça Libertadores da América.

Futebol total

Numa época em que a Champions League não se resumia a ser uma disputa entre sheiks, magnatas e donos de petrolíferas, o Feyenoord da Holanda faturou a taça orelhuda pela primeira vez na história dos clubes holandeses, e abriu a sequência de três títulos consecutivos do Ajax. A primeira metade da década de 70 foi dominada pela escola holandesa de futebol. E na 1ª fase, fez parte da maior goleada até aquele momento, e do jogo com mais gols, recorde que perdura até hoje. A equipe de Roterdã venceu o Knattspyrnufélag Reykjavíkur, ou apenas KR, da Islândia, por 12 a 2. No mesmo ano, o Leeds aplicou 10 a 0 no SFK, da Noruega. O título de maior goleada fica com o Dínamo Bucareste, que em 74 venceu o norte-irlandês Crusaders por 11 a 0.

Cruel democracia

Em 1983, a Democracia Corintiana estava a todo vapor. Pelo grupo D do Brasileirão de 83, em um jogo contra o pequeno Tiradentes do Piauí, em Teresina, o Timão foi derrotado por 2 a 1, gols de Sabará e Hélio Rocha. Sócrates descontou. No jogo em São Paulo, disputado no Canindé, estádio da Portuguesa, o Corinthians não tomou conhecimento e se vingou da derrota anterior. Só o Doutor Sócrates balançou a rede 4 vezes, nessa que foi a maior goleada da história do Brasileirão.


No "clássico dos Borussias", goleada inexplicável


No final da década de 70, o Borussia Monchengladbach foi um dos grandes times alemães. Na temporada 77-78, a equipe buscava o bicampeonato, e chegou na última rodada disputando o título freneticamente com o Colônia. Ambas as equipes estavam empatadas em pontos, mas o Colônia possuía uma diferença de saldo de mais de 10 gols para o M'Gladbach, que precisaria vencer o Dortmund por uma larga vantagem.

Com um show de Juup Heynckes (ele mesmo, o ex-treinador de Real Madrid e Bayern), o M'Gladbach venceu por 12 a 0, que acabaram sendo insuficientes para a conquista da Bundesliga, já que o Colônia venceu o St. Pauli por 5 a 0. Reza a lenda que ao saber do andamento da partida entre os Borussias, os torcedores do St. Pauli passaram a apoiar o rival, ao invés de torcer para a própria equipe. A federação alemã realizou uma investigação suspeitando de manipulação de resultados, mas nada foi comprovado. O técnico do Dortmund na época, e que foi demitido no dia seguinte a derrota, era Otto Rehhagel, técnico que viria a ser campeão europeu em 2004 com a seleção da Grécia.

Nem sempre a zebra aparece na Copa do Brasil


Uma das coisas mais legais da Copa do Brasil é poder ver pequenas equipes conseguindo surpreender os gigantes do futebol brasileiro. Mas em geral, o que acontece é o esperado. Goleada do time grande. A maior de todas aconteceu 91, na primeira fase do torneio. No jogo da ida, no Piauí, o Atlético Mineiro venceu por apenas 1 a 0. Na volta, colocou o time piauiense na sacola, aplicando 11 a 0. A alegria mineira durou pouco, pois na fase seguinte o time foi eliminado pelo Criciúma de Felipão, que viria a ser campeão naquele ano. Curiosos notar que as maiores goleadas da história das duas principais competições nacionais do Brasil, envolvem equipes piauienses.


No princípio era a Bola

Já tratamos sobre os primórdios do futebol aqui mesmo no EF. E goleadas aconteciam com certa naturalidade naquela época. A maior goleada da história do futebol, por exemplo, aconteceu ainda no século XIX. O Arbroath venceu o Bon Accord por 36 a 0 pela primeira fase da Copa da Escócia, no dia 12 de setembro de 1855. Isso que o árbitro da partida Dave Stromont anulou 7 gols (lembrando que a regra do impedimento era muito diferente da atual). O goleiro  Jim Milne sequer tocou na bola. John Petrie, de 18 anos, marcou 13 gols, recorde igualado apenas por Thompson, na partida citada lá no começo da postagem.

O mais engraçado é que no mesmo dia, pela mesma competição, o Dundee Harp venceu o Aberdeen Rover por 35 a 0. Dizem que o Dundee teria feito 37 gols, mas uma confusão entre o juiz e o secretário da equipe teria sido determinante para o regiostro da partida com 2 gols a menos.

No Brasil, a maior goleada registrada aconteceu em 30 de maio de 1909, pelo Campeonato Carioca. O Botafogo venceu o hoje extinto Mangueira por 24 a 0, tendo Gilbert Hime como artilheiro máximo com 9 gols, recorde que só foi batido por Dadá Maravilha, autor de 10 gols na vitória de 14 a 0 do Sport contra o Santo Amaro , pelo Campeonato Pernambucano de 1976.

A maior maracutaia


A partida entre as equipes escocesas citadas anteriormente é considerada a maior goleada da história. Pois oficialmente, a maior goleada foi um absurdo protesto de uma equipe do Madagascar. Em 31 de outubro de 2002, pelo campeonato local, a AS Adema, campeã por antecedência, enfrentou o  Stade Olympique de L’Emyrne, campeã do ano anterior. Revoltado com a arbitragem, o técnico Ratsimandresy Ratsarazaka, do SOE, ordenou a seus jogadores que protestassem marcando gols contra. O placar final foi de 149 a 0. A palhaçada foi devidamente punida pela federação. O treinador fanfarrão tomou três anos de suspensão. Alguns jogadores foram suspensos até o fim daquela temporada, e outros foram apenas advertidos. Entretanto, o resultado foi mantido.

2 comentários:

  1. Cara não dá nem pra considerar esse placar de Austrália x Samoa quem é Samoa no futebol???

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  2. Cara não dá nem pra considerar esse placar de Austrália x Samoa quem é Samoa no futebol???

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