Na volta à Arena, Atlético é eliminado. Mas, e daí?


1004 dias depois, o Atlético retornou à Arena da Baixada. Precisando reverter um placar adverso de 3 a 0 diante do América-RN, o torcedor empurrou a equipe, mas a classificação não veio. Nada que tirasse a euforia dos torcedores, que mesmo após o apito final, continuaram cantando. Na ótima partida de ontem, foi possível ver alguns pontos interessantes dessa nova fase do Atlético. Dentro e fora de campo.

8 dos 11 jogadores titulares, foram formados na categoria de base do clube. Mosquito ainda entrou durante a partida. Resultados dessa prática estão aparecendo aos poucos. O Atlético vai valorizando um bom trabalho que já é feito há alguns anos. Porém, não se pode perder “grandes vendas” por mero capricho de seu mandatário, como aconteceu com Dagoberto anos atrás, e mais recentemente com Manoel. E isso, não pode acontecer com Nathan. É, sem dúvidas, o mais técnico jogador do elenco rubro-negro. E por isso,não pode ser tirado na metade do segundo tempo de um jogo eliminatório, no qual era um dos poucos a ter calma e colocar a bola no chão. Também não pode acontecer com Marcelo. O ponteiro vinha mal, talvez com a cabeça em propostas de outros clubes. O talentoso atacante voltou a marcar após 9 jogos de jejum. E chamou a responsabilidade de tentar buscar o resultado, como fez nos jogos do primeiro semestre, onde era uma ilha isolada no ataque.

Leandro Ávila, interino, mostrou nos jogos em que comandou antes de Doriva assumir, e agora, após sua demissão, que conhece o grupo, e sabe extrair o melhor dele. Mas a direção atleticana precisa, por algum motivo, de outro nome, e tirou do rival Paraná Clube, Claudinei Oliveira, que era técnico da base do Santos antes de ser efetivado no time principal. Talvez, a experiência de Claudinei com jovens seja o motivo de sua contratação. É esperar pra ver.

O torcedor, como sempre, será o diferencial do Atlético. Buscando angariar mais sócios, os ingressos foram alçados ao preço de R$150,00. Petraglia é um visionário. E me espanta ver que ele não percebeu que essa mesma política, adotada pelo arquirrival Coritiba, em geral, não agrada e se mostra ineficaz e elitista. Talvez, o clima de “novidade” da Arena faça com que os objetivos sejam alcançados.

Para encerrar, Petraglia precisa saber se quer fazer uma grande gestão ou se quer alimentar picuinhas pessoais. Por ordens expressas da direção do clube, profissionais da imprensa de jornais impressos e sites, tiveram seus credenciamentos, e consequente acesso ao estádio, negados.Os únicos veículos credenciados foram as televisões ESPN, Fox, Globo, Sportv e o site Globoesporte.com, além dos repórteres de rádio e fotógrafos. Poderíamos entrar no mérito ético ou moral da história. Mas não é preciso. O Atlético descumpriu o artigo 90-F, da Lei nº13.395, que diz que “Os profissionais credenciados pelas Associações de Cronistas Esportivos quando em serviço têm acesso a praças, estádios e ginásios desportivos em todo o território nacional, obrigando-se a ocupar locais a eles reservados pelas respectivas entidades de administração do desporto.” 

PS: A postagem é do Atlético, mas não posso deixar de demonstrar minha indignação com o que aconteceu na partida entre Flamengo x Coritiba. O time carioca precisava dos 3 gols para levar a partida para os pênaltis, assim como o rubro negro paranaense. O árbitro Wagner Renway, em dia inspirado, deu três assistências para os atacante Alecsandro e Eduardo da Silva balançarem a rede. Nas penalidades, o Coritiba apresentou sua já conhecida qualidade técnica, e mesmo após brilhante atuação de Vanderlei, acabou eliminado.

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