Almir e a Rua Bariri

Enquanto realizava minhas pesquisas rotineiras por alguns arquivos que tenho, me deparei com uma história envolvendo dois patrimônios do folclore do futebol brasileiro: o temperamental, explosivo e extraordinário Almir Pernambuquinho e o tradicional estádio da Rua Bariri.

Em 1967, o América encarou o Olaria. Almir já estava em seus últimos anos de carreira, mas jamais perdeu seu instinto encrenqueiro. Em dado momento, Sabará, do time da casa, agride Edu (irmão de um rapaz chamado Zico) e é expulso. Há um princípio de ocnfusão logo acalmado, e o jogo continua. Mas Almir quis se vingar, e logo acertou sem bola o goleirão Édson Borracha. Aí, o pau quebrou num dos mais temidos alçapões do futebol carioca. Reza a lenda que Almir segurou o time do Olaria inteirinho.

Entre uma bordoada e outra, Almir viu Edu tentar fugir para os vestiários, mas o atacante impediu o companheiro o segurando pelo pescoço: “Vem cá, garoto covarde! Não foge, não! Vem me ajudar a dar porrada nesses filhos da puta”.

Outros tempos.


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