Na Copa do Brasil, Inter tem histórico de eliminações inexplicáveis

Ok, o Internacional ainda não foi eliminado pelo Ceará. Mas deu um primeiro passo para o abismo. A bizarra derrota de ontem a noite, é só mais um capítulo da sequência de eliminações que o Colorado possui neste torneio. Vamos ao retrospecto!

Logo na primeira edição, em 1989, um indício de que o sucesso na Copa do Brasil aconteceria raras vezes. Logo na segunda fase (na época, oitavas de finais), duelo com o Goiás. Primeiro jogo no Beira-Rio, empate em 0 a 0. No Serra Dourada, uma derrota não seria algo incomum. Mas 4 a 0? Isso mesmo! Uma surra do time esmeraldino, com direito a gol de Túlio Maravilha. Em 90, eliminados na primeira fase para o Criciúma, que estava na série B. Em 91, sequer chegamos na final do Gauchão, e não tivemos o direito de disputar o torneio eliminatório.

Mas aí, no ano seguinte, o ponto fora da curva. Campeões com apenas uma derrota, no primeiro jogo da final contra o Fluminense. A explicação pra tal feito? Enfrentamos apenas equipes da elite. Quero dizer, mais ou menos. Na 1ª fase, o Inter eliminou o Muniz Freire do Espírito Santo. Se caísse aí, seria quase tão catastrófico quanto perder pro Mazembe. Nas fases seguintes, Corinthians (com direito a goleada de 4 a 0), Grêmio (paternidade), Palmeiras, e por último, Fluminense.

O preço de ser campeão, foi ser eliminado por 2 anos seguidos por equipes da segunda divisão. Em 93, eliminação nas oitavas pelo Londrina, com direito a derrota no Beira-Rio por 1 a 0. Em 94, foi a vez do Ceará nos derrubar, como quer fazer novamente. Em 98, o Internacional deu adeus a Copa do Brasil já na 1ª fase, frente ao América Mineiro.

Em 99, talvez a maior derrota. Assim como em 89, fomos eliminados por um time de verde e pelo placar de 4 a 0. Mas dessa vez, com requintes de crueldade. O adversário era o “vizinho” Juventude. E o palco, justamente o Beira-Rio.

Em 2001, o Fortaleza, outro clube cearense, fez as honras de nos tirar da peleia. Em 2003, eliminados pelo Remo, então na Segundona. Em 2004, derrota de virada para o Vitória. 2005, já com o time-base dos grandes títulos que viriam a seguir, o Internacional foi eliminado pelo Paulista de Jundiaí. Na época, fiquei revoltado. Mas é válido lembrar que o Paulista só enfrentou equipe da Série A. Em 2008, vem o Sport e nos derruba. Pelo menos o Leão foi campeão.

Em 2009, finalmente voltamos a uma final. Perdemos para o Corinthians sem vexame. Após isso, voltamos apenas ano passado, numa pífia apresentação diante do Atlético Paranaense. Já estávamos tranquilos. Já passamos pelo Mazembe. Trauma igual, nunca mais. Mas na Copa do Brasil, pelo visto, a sina é cair quando se é favorito.


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