A dor da derrota não apaga o orgulho

Doeu. Tá doendo ainda. E vai doer por bastante tempo. Foi uma catástrofe. Um desastre. Porém, vale dizer que foi uma das melhores atuações de uma equipe que já vi na vida. Por torcermos pro Brasil, é natural olhar para o próprio umbigo e se perguntar: o que erramos? Mas faz parte. Não era pra ser assim. Não poderia ser assim. Mas foi. É hora de levantar a cabeça, e olhar pro lado. Ver onde estamos errando. A começar pelas pessoas que dirigem nosso futebol. Pode até parecer que o número de clubes que jogam por apenas 3 meses por ano, sem patrocínio, sem futuro, por exemplo, não tenha nada a ver com essa derrota. Mas, acredite! Tudo está ligado. 

E não adianta tentar explicar o inexplicável. O futebol é inexplicável. Aproveito para agradecer também. Obrigado Felipão por 2002. E por 2013. Voltamos a vencer grandes rivais, e recuperamos muito do respeito perdido pelo antecessor. É hora de refazer o que se perdeu em apenas 90 minutos. Obrigado Neymar por me fazer sonhar com o título, e com o futebol alegre que apresenta. Mas não deu. Valeu! Obrigado Oscar! Apesar do desempenho abaixo do que você pode mostrar, sinta-se abraçado. Senti o mesmo que você sentiu ao apito final. Obrigado a todos os outros jogadores. Que lutaram, mas não puderam evitar essa derrota, vergonhosa para uns. Para mim, orgulhosa. 

Não importa a derrota. O que é importa é a camisa que vestem. Que vocês aprendam com esta derrota mais do que qualquer outro. Torci por vocês, torço por vocês e seguirei torcendo. E obrigado pra quem leu até o fim. E pra você, que pensa “é só futebol”, sinto por você. Como certa vez disse Bill Shankly: “Algumas pessoas acreditam que futebol é questão de vida ou morte. Fico muito decepcionado com essa atitude. Eu posso assegurar que futebol é muito, muito mais importante”


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