O camisa 10 do futebol paranaense


Cansei de ouvir nos últimos anos, que "aquele" camisa 10, clássico, cerebral e genial, acabou. Realmente, temos muitos bagres em grandes clubes do país, envergando a mística numeração. Mas no futebol paranaense, essa nova máxima tem sido contrariada. Ao menos, nas três equipes da capital, os jogadores que vestem a 10, são os líderes das equipes. Moral e tecnicamente. 

No Paraná Clube, Lúcio Flávio pode até não ter sido o jogador esperado pela torcida. Ultimamente, comparece mais no departamento médico do que em campo. Amanhã mesmo, contra o América de Natal, LF não viajará. Mesmo assim, ele é a cara do tricolor, mas por razões óbvias, ele fica alguns passos atrás dos outros dois personagens deste texto.

No Coritiba, temos Alex. O "Menino de Ouro", que para muitos, foi injustiçado por jamais ter disputado uma Copa do Mundo. Carregou o time alviverde durante a conquista do tetracampeonato paranaense e durante o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas é agora, no momento da crise, que vemos quem realmente é o 10 do futebol paranaense! O Atletiba de ontem (06/10/2013), era um dos jogos mais importantes de ambas as equipes na temporada. A vitória ou a derrota no clássico, pra mim, decidiu o verdadeiro objetivo dos times na reta final do Brasileirão. Mas Alex, o "craque dentro e fora das quatro linhas" não entrou em campo, com uma luxação em um dos dedos do pé. Imagino (e espero) que a decisão de jogar ou não o clássico, tenha sido feita pelo departamento médico do clube. Mesmo assim, não era a hora de ser poupado, mesmo que Alex, seja um dos principais críticos do absurdo calendário do futebol brasileiro. Espero também, que o calendário, não seja mais uma vez uma desculpa para outra derrota coxa-branca.

Já o 10 atleticano, é Paulo Baier. Sem a mesma grife do rival, Baier decidiu o clássico, deixou o Furacão na 3ª colocação, chegou ao 99º gol na "era dos pontos corridos" e ainda, ao término da partida, cavou mais um ano de contrato com o rubro-negro. Sem nunca levantar um mísero troféu pelo Atlético (Marbella Cup não conta), Paulo Baier conseguiu se tornar ídolo. Por sempre decidir, por sempre correr mais do que suas pernas podiam, por não abandonar o time nem mesmo na queda, por chamar a responsabilidade nos bons e maus momentos. Num tempo em que vagas e permanências são mais comemoradas que títulos, PB10 merece ao menos conquistar a vaga na Libertadores 2014, e encerrar sua carreira com uma boa participação no torneio continental. Se houvesse uma Seleção dos jogadores que atuam no estado do Paraná, com certeza, Paulo Baier seria o meu camisa 10. 


Nenhum comentário

Deixe seu comentário:

Tecnologia do Blogger.