A mediocridade da vitória

"Prefiro jogar mal e vencer, do que fazer uma grande partida e perder o jogo". Quem nunca ouviu esta frase? Ou até mesmo, quem nunca a usou? Eu já usei ela algumas vezes. Mas isto não é regra, é exceção. Isso serve pro time que tá na zona de rebaixamento. Isso serve, pro time do interior do Acre que vai enfrentar um time grande de São Paulo numa final do campeonato. Mas NUNCA deve servir de ideal para um time como o Internacional, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, etc. NUNCA para times que tem o potencial para ter bons jogadores e grandes esquadrões. 

Mas infelizmente, boa parte dos técnicos já aderiram a esta filosofia. E os torcedores, então? Preferem ter onze brucutus do que um cara que saiba tratar bem a bola. Até os jornalistas, que tendem a ser mais romanticos, já não querem mais saber de dribles e belos gols. Criaram até mesmo o termo "futebol foca" para demonizar quem sabe fazer com a bola, coisas que a maioria das pessoas não fazem nem em sonho. O jeito agora é meter 1 a 0 e segurar a posse de bola no campo de defesa. Só isso importa. Há ainda situações piores. Segurar empate fora de casa. Quem teve esta idéia? Isso é medíocre! E já vi isto acontecer algumas vezes neste Brasileirão. Ninguém quer dar o melhor de si. Apenas o suficiente.

E pra esclarecer melhor o que estou querendo falar, conto a vocês a história de um rei chamado Petrus, que havia entrado em guerra com uma nação rival. Petrus saiu da batalha vitorioso, mas ao verificar os danos que seu povo sofreu, viu tanta desgraça que preferiu não ter ganho. É o que chamamos de vitória de Petrus. Vencer é bom! Muito bom! Mas não pode ser o objetivo principal do futebol. Quem ama futebol joga pelo prazer de jogar e de jogar bem. Por isso, dou uma de bom velhinho, brado aquele velho clichê: o importante é competir.


Falcão na fatídica tragédia de Sarriá. A Seleção de 82 ficou marcada pela derrota, mas também pelo bom futebol apresentado


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